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domingo, 7 de novembro de 2010

Depois da chuva.

Faz tantos dias que não vejo o Sol, tanto tempo que a chuva cai em minha janela. Já nem sei mais que dia é hoje ou que horas preciso acordar, não sei quando estou certa e muito menos quando é domingo; um mês passou e não consigo ainda sorrir, tantas brigas, noites sem sono e pratos sem comida. Ironia do destino acumular tudo e despejar como um balde de água fria em minha cabeça. Quanto mais tento entender, mais me machuco, mais te machuco e mais nos perco. Gasto todo o meu tempo esperando o momento em que tudo ficará bem, o momento que as chuvas de lágrimas sejam transformadas em chuvas de sorrisos. Me dói te ver assim, me mata saber que por mais que eu tente não consigo ser exatamente como você gostaria que eu fosse...Dedicamos tantas palavras semanalmente numa tentativa de sarar as feridas, haveria outro remédio? Queria deitar em minha cama pra dormir e acordar amanhã com um caloroso Sol. Queria que tudo isso não passasse de um pequeno dia nublado e chuvoso. Caminho sob a chuva, molho minhas roupas, perco a voz, congelo os dedos e continuo sem saber em qual rua errada virei. Preciso te encontrar e dizer, olhando nos seus olhos, que te amo; preciso te abraçar e sentir aquela proteção que é como um cobertor quente. Meus ouvidos suplicam a sua voz e o meu coração chama pelo seu. Venha me buscar...tem de haver alguma razão.

Escrito por Naty Iasmin que nesse momento só precisa de voar daqui nos braços de um anjo...


Hoje ao som de Angel - Sara Mclachlan

Um comentário:

Bruno disse...

Simplesmente lindo...