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domingo, 28 de agosto de 2011

Verdades.

Hoje quando acordei tive uma sensação diferente, uma sensação que por muito tempo não quis ter.Era tão estranho pensar que a maioria das minhas verdades nunca te contei, mais estranho ainda saber essas verdades são mais estranhas do que a própria sensação de suas existências.Não sei se deveria revelá-las,na verdade,talvez fosse melhor deixá-las implícitas nas minhas atitudes,falas e vozes; meus olhares perdidos, meus pesadelos noturnos e naquela ligação adormecida. Só que em determinados momentos sinto que essas verdades são tão suas quanto minhas e não tenho o direito de guardá-las naquela caixinha colorida guardada em meu armário de borboletas também coloridas. Não sei se você sabe mas todos os dias choro, e não é aquele contido.É engraçado que quando percebo as lágrimas já estão molhando meu pescoço; pescoço esse beijado tantas vezes por você,hoje ensopado de saudade.Sabe, você também nunca me ouviu dizer que todas as vezes que te acompanhei, com os olhos, virando a esquina pra ir embora na verdade não eram os meus olhos que te acompanhavam, e sim meu coração tentando fugir por eles pra não sair de perto do seu. Teve uma vez que brigamos, e também não te contei no tamanho do medo que senti de você. Medo do seu descontrole causado pelo mesmo motivo da briga; sendo assim também não te contei que esse é real motivo por eu contar tantas vezes a mesma história em seus ouvidos e nos de Deus na esperança de que meu pedido seja ouvido e atendido. Não é uma questão de não aceitação, mas é uma questão de saber quais as consequências que posso e podemos ter com aquela que não quero nomear aqui. Muitas pessoas já sentiram o peso dessa escolha e eu não quero ser mais uma dessas.
Aquela noite que passei em sua casa, você nunca soube mas, eu não dormi um minuto sequer, velei seu sono. Sabe quantas vezes peguei no telefone pra te ligar e não liguei? Aproximadamente 319. E sabe quantas eu quis você aqui? 1.986. Quantas músicas ouvi pensando em você? 657. O número de vezes que senti raiva? 11. Medo? 2. Saudades?  2.357. Isso sem contar os números que não mencionarei por motivos de matemática. É verdade que por várias vezes não fui a melhor pessoa do mundo, mas na verdade, nunca quis ser. E por mais que eu tentasse reparar os meu erros, sei que uma parte deles ficaram, ficam e ficarão armazenados em sua memória; o que me entristece é saber que, com isso, meus acertos perdem espaço e você acaba por esquecê-los. Inúmeras vezes ouvi você me dizer para te deixar em paz, que sentia raiva de mim, que eu era chata e inconstante, que te pressionava. Tantas outras vezes me pedia pra não cometer os mesmos erros que você cometeu; mas não consigo entender porque insiste em cometer os erros que cometi. O que me torna tão diferente, que os seus conselhos pra mim não se aplicam a você? Penso que se não devo repetir os seus erros, você também não deveria repetir os meus.
No início não acreditávamos que chegaríamos onde chegamos e hoje não quero não acreditar que chegaremos mais adiante. Lembra-se? Éramos tão imaturos e iniciantes no quesito amor, tínhamos medo de demonstrar, de sentir, de querer e até mesmo de viver. Fico pensando qual a intenção da vida com toda essa história; daí chego a conclusão de que é a mesma que hoje me faz escrever. 
Antes cada um teve vidas tão opostas que até hoje algumas pessoas me questionam como foi que nos encontramos. Sei que já vivemos tantas outras histórias que acreditávamos ser de amor, mas que na verdade, pelo menos as minhas, não eram. E isso posso afirmar com tanta certeza quanto a que me faz acreditar que amanhã o Sol estará em minha janela me despertando timidamente.
Não gosto e nem vou imaginar quais músicas, apelidos, sonhos e  gostos de fato são só nossos. Ou talvez quais palavras só eu ouvi.
Depois de tantas tempestades, das quais sobrevivemos juntos; vejo um céu que começa a se abrir límpido e azul. Algumas borboletas começam a voltar para as flores e os pássaros já ensaiam a música alegre que embala os nossos ouvidos. Hoje tudo o que eu preciso é me sentir segura, amada e querida; hoje gostaria que os velhos bons tempos voltassem a reinar, e, que o maus tempos fossem embora de uma vez por todas. Não quero que as doces palavras e atitudes que saíam de você, se transformem em meras lembranças.Não quero sonhar sozinha. Não quero ficar sem você e nem ver nosso castelo abalado por fortes ventos e terremotos. Não quero ouvir mais aquelas palavras cobertas de ódio, raiva e agressão. Não quero mais ouvir suas promessas sem datas ou planejamentos. Não quero mais tê-lo ao meu lado, se não for por sua própria vontade ou escolha. Estranho isso né? Você deve se lembrar que uma vez te disse que seria capaz de deixá-lo partir, caso percebesse ou tivesse a certeza de que seu sorriso não era mais verdadeiro; ou talvez se as borboletas que antes residiam em seu estômago tiverem morrido; ou ainda se aquela melodia não te trouxesse mais, a minha imagem;

Após tantas verdades, não me resta outra opção a não ser torcer para que mais cedo, você encontre as respostas para as suas perguntas. Espero que ainda restem algumas borboletas e que de fato que os ainda sejam maiores que as lágrimas.

Vou mais uma vez acreditar que todo o sentimento que plantamos ainda esteja vivo e pronto para frutificar; vou acreditar também que amanhã quando eu acordar, encontrarei aquele príncipe que a um tempo atrás me deixou na estrada esperando sua volta. 

Espero que ainda queira chegar ao meu coração...só posso percorrer metade do caminho e levar metade da responsabilidade...

Escrito durante uma conversa de espíritos...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Dissolutos.

A noite cálida os escondia, a estrada os levava. Parecia frívolo, mas não naquele momento! O calor aumentava a cada respiração.Na verdade, impossível saber quando respiravam ou quando os corações batiam acerlerados. Quiseram e planejaram TUDO. Cada olhar, cada palavra, cada mão.Adrenalina alta no cérebro,olhares atentos a qualquer movimento.Ávidos se tocaram, se conheceram, se desejaram.Uma boca salivava a outra secava, uma mão congelava e a outra se queimava, estranha sensação de uma mão desconhecida a explorar um corpo também desconhecido. Sensação excitante, inspirante. Ela ficou ali observando o desbravador que navegava com olhos,mãos e boca em seu corpo.O toque era perigosamente delicioso e ela se viu entregue ao desejo e a loucura.O despertador toca e ela acorda, trêmula, incrédula; fora um sonho? Não! Seria irônico se não fosse tão racional.


Escrito por um ser que não mais reside aqui...

Mais um.

Faz tanto tempo que não escrevo, na verdade pouco tempo tenho tido pra isso! Hoje cheguei em casa mais cedo, não estava afim de fazer outra coisa de faculdade e resolvi sentar aqui. Coloquei minha banda favorita pra tocar e comecei a pensar em tudo! Estamos no meio de mais um ano, mais um ano de muitas conquistas e derrotas, de lutas e calmarias, de amores e ódios, sorrisos e lágrimas...bom né? Estamos crescendo, evoluindo e nos tornando seres melhores. Já parou pra pensar nisso? Quantos sorrisos você roubou hoje?


Escrito por alguém aqui...
Após tanto tempo, tanto encontro e desencontro cá estou. Olhando as nossas fotos, ouvindo nossas músicas e derramando as minhas lágrimas. De tempos em tempos me recordo dos momentos de sorrisos que passei ao seu lado, e é estranho imaginar que mesmo depois de tanto tempo eu ainda não consigo te conhecer e reconhecer. Me perco nas suas palavras, atitudes e até nas suas ausências; tento me manter ali esperando seu próximo movimento, sua próxima decisão; será que vai me ligar ou será que não vai querer me ver? Fico tentando adivinhar seus pensamentos e interpretar seus sentimentos, mas juro que a cada dia que passa me distancio mais e mais de encontrar as respostas para minhas dúvidas. Queria eu saber o que está acontecendo ou onde foi que me perdi, pois a cada sorriso que dou, 546 lágrimas meus olhos derramam.Não consigo me lembrar da última paz que meu coração sentiu, coração esse que cada dia diminui...apostei todas as minhas moedas que dessa vez seria diferente, que todas as mudanças nos trariam melhorias; mas você tem estado tão longe, tão longe quanto eu não consigo chegar. Sinto falta das nossas conversas sem rumo, das cartas com perfume e das rosas embrulhadas as pressas. Sinto falta também da segurança, do abraço caloroso, do beijo ardente e do olhos sorridentes. Onde está você? Onde estou agora? Tudo o que queria agora é sentir aquela brisa em meu rosto e ouvir sua voz me dizendo que tudo ficará bem. Mas nem ao menos sei o que na verdade é. Não sei mais da sua vida, não participo das suas conquistas e nem recebi o convite para as coisas desnecessárias. Será que você está indo embora e só eu não percebi? Não sei mais diferenciar. O importante é que sei exatamente o que sinto aqui...




Escrito por Naty Iasmin há muito, muito tempo!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Antes que eu esqueça.


Ontem senti falta daquele Julho, daqueles dias em que te via do acordar ao dormir. Lembrei das caminhadas de mãos dadas, dos bancos das praças, do sorvete e das flores. Tínhamos tantos planos, fizemos tantas coisas, era nossa última chance de viver aquele amor que ficara marginalizado por anos e anos, podíamos andar pelas ruas e avenidas como um casal, sem repreensões, sem medo. Sei que não temos mais o que fazer, estamos em mundos diferentes, com pensamentos, planos e vidas também diferentes. Perdemos o trem, e lá vai ele pra bem longe; ficamos de novo em diferentes estações. Lembro-me de como tudo começou, “Oi...”, em tão pouco tempo, tanta coisa... Cartas, flores, passagens, festas, perfumes, beijos roubados entre uma fuga e outra, exército, outros amores, imaturidade, distância, você, eu, eu,você, brigas, ciúmes, famílias rivais, parecia até um romance de Shakespeare.
Onde foi que nos perdemos? Que traiçoeira essa vida, nos separou por tantos anos e quando tivemos a chance de viver esse amor, não soubemos aproveitar. Talvez devesse ser assim, talvez vivamos na próxima viagem de trem. Não pense que voltei atrás, só queria que soubesse a verdade, que meus sentimentos não mudaram, o problema é que não consigo ver nosso mundo aqui; ele só existe aí, desde o início, desde aquele olhar de canto de olho. Nosso amor não sobreviveria fora daí, e definitivamente não quero sair daqui. Por isso abri mão dele, somos tão diferentes, o seu português é errado e eu nem sei jogar futebol! Minha única intenção com essa conversa toda é dizer que sempre te amei e que queria ouvir sua voz agora. Ontem queimei as nossas cartas e fotos, hoje tenho minha vida, minha casa e minha família; já não ouço mais aquelas músicas e nem sei mais onde te procurar ou talvez não queira mais te encontrar. Sempre serei grata por tudo o que fez, por tudo que me fez sentir. Espero que seja feliz, assim como continuo tentando ser.

Ah! Antes que eu esqueça, te amo.

Escrito por Nenemzinha

terça-feira, 21 de junho de 2011

Algumas reticências

INÍCIO
Há tempos escrevo e reescrevo esse email...
Há tempos pego o celular para te escrever ou dar um toque...
Há tempos espero sua janelinha subir no canto da minha tela...
 
É verdade, sinto sua falta em cada novidade, em cada lembrança boa e em cada City and Colour ou José Gonzalez que escuto.
Sinto falta também das conversas sem fundamento, sem nexo e sem sono. Sinto falta de receber suas ligações, seus chamegos e de ganhar seus pensamentos.
 
Queria eu ser a musa dos seus poemas, o sorriso das suas manhãs e o travesseiro das madrugadas.
Queria eu ser o sangue das suas veias... e mais algumas reticências que um dia serão exclamação em sua vida.



FIM
Como é que nós podemos definir o que é amor? Será que é só o toque, ou só o sexo? É levar uma caneca de chá quando a outra pessoa está resfriada? Qual é a amplitude dessa palavra que traduz uma coisa tão bonita que acontece quimicamente dentro de nós? Eu não sei responder, mas eu entendo o que é. 

Meu amor por você é essa saudade que sentimos um pelo outro. É essa vontade de que tudo dê certo e que, em algum momento, tudo se convirja a nosso favor. Porque essa palavra, esse sentimento tem sido muito rechaçado pela modernidade das pessoas que preferem relacionamento efêmeros ou que gostam de se esconder atrás das músicas nos fones de ouvido. Eu ainda luto pelo romantismo. Eu ainda quero enviar flores.

O que dói e maltrata o amor é crescer, é ser adulto. Parece que tem mais significado no ócio, naquela magia da esperança de que, um dia, ficaremos juntos. Eu não quero que esta magia vá embora porque sem você ela não existe. Eu também não quero ser o culpado por você baixar sua guarda e dizer "tudo bem, acho que será pelo melhor se o amor acabar". Isso não pode acabar! Esperar, sonhar, tudo faz parte de amar. É uma conjugação infinita, que tem representações infinitas.

E amo você por você se lembrar de mim quando está feliz e quando está triste, e por você saber que, ainda em silêncio, meu corpo fala muito alto quando pensa em você. Nosso amor está concretizado, e, um dia, ele terá todos os significados que nós quisermos dar a ele.

LANG


quarta-feira, 1 de junho de 2011

And then begin to breathe in

Enquanto todos dormem, ela escreve. Enquanto o silêncio paira sobre a casa,seus ouvidos se deliciam com uma bela canção.Tão claro quanto o céu de hoje cedo e tão inspirador quanto as palavras de ontem, ela relata nas entrelinhas os sorrisos que lhe foram roubados.É verdade que sente saudades, mas de tão boa sensação, prefere mantê-la.Assim os dias vão passando, no seu devido tempo.As histórias vão se amontoando na gaveta e  ela as conta, c-a-l-m-a-m-e-n-t-e.


E assim, mais um dia se vai, mais um sonho para realizar e mais uns sorrisos para se roubar.


Por um instante ela para, a pele arrepia, os pelos ficam eriçados e sensação boa vem à tona, devem ser anjos que ali passaram ou talvez uma bela lembrança. 


Só não pergunte em qual nuvem ela vai dormir essa noite, pois com certeza isso ainda é segredo!


Escrito por Naty Iasmin e isso basta.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Promessas que te dou!

Prometo não sentir sua falta em cada fim de tarde
ou talvez naquela virada na cama durante a noite.
Prometo não olhar a cada minuto o celular 
ou talvez abrir mil vezes a caixa de emails.
Prometo não esperar um recado online naquele site
ou talvez uma carta na caixinha do correio.
Prometo não ficar acordada vendo filmes românticos pensando em nós dois
ou talvez chorar oceanos em cada dia que sentir saudades da sua voz.
Prometo ainda me controlar mais, não sentir ciúmes
ou talvez fingir que não ligo e nem sinto.
Prometo deixar você livre pra tomar seu caminho
ou talvez pegar um ônibus em direção à lua.
Prometo não te pressionar com perguntas
ou talvez com a mesma conversa complexa que só meus botões entendem.
Prometo não prometer mais nada
ou talvez te dar o mundo com as mãos, sorrisos, sonhos e paixão.


Prometo não te fazer prometer mais nada
ou talvez esperar ansiosa pela sua próxima promessa.


Escrito por Naty Iasmin que hoje só precisava de algo mais...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Até breve.

Lembro bem do dia em que cheguei na sala de aula e lá no canto, tímida, te encontrei. Lembro também do primeiro "Oi" que rapidamente virou um "Venha dormir aqui em casa". Éramos tão crianças, tínhamos (se não me engano) 12 anos. Nossa cumplicidade foi ali descoberta tão sutilmente que não fora necessário encontros marcados. Lembro dos nossos dramas e corações partidos, dos códigos para passar bilhetes, lembro até de um "idioma" novo pra conversar sem preocupação.Não posso me esquecer também das nossas ótimas notas, éramos uma dupla dinâmica. Nos apaixonamos na mesma época pelas pessoas erradas, choramos oceanos de lágrimas inocentes; torcemos pro fim de semana chegar logo e podermos uma ir pra casa da outra. Já tínhamos a roupa de cama reservada em casa. Parece que foi ontem que vieram as primeiras mudanças, a escola nova, amigos novos, casa nova, vida nova, numa amizade velha que aos trancos e barrancos lutava pra permanecer viva.As correrias nos distanciavam e os objetivos de vida também. Enquanto uma gostava de rosa a outra encontrava no preto a sutileza.Sinto falta dos tempos em que tudo o que nos separava era uma noite, pois na manhã seguinte uma estaria guardando lugar pra outra. Incrível como nossos caminhos se rumaram pra opostas direções, pois enquanto eu sonho com um futuro unido, você voa livremente com suas belas asas. O mais engraçado de tudo isso é o fato de que o meu sentimento não mudou, mesmo após esses 11 anos. E que onze anos! Cometemos tantos erros e acertos. Nos arrependemos de nada, e nos compreendemos da maneira de sempre. Já nos deixamos e encontramos tantas vezes, que hoje posso dizer com toda a certeza que de todos você é a única que será pra sempre.Mesmo que esse pra sempre seja só meu, serei egoísta aqui se preciso for. Tem tanta coisa que gostaria de lhe desejar em mais essa despedida; me dá um aperto no peito imaginar que amanhã uma hora dessas, você estará a tantos KM's... e esse insano sentimento de perda se confronta com a alegria de te ver realizando mais um "sonho". É tão lindo ver quem amamos voando para um futuro próspero. Em suma quero lhe desejar aqui tudo o que no aeroporto não vou conseguir dizer. Você foi, é e sempre será minha irmã por escolha; minha melhor amiga, a que eu daria minha vida se preciso fosse. Espero que encontre o que busca nessa nova jornada, que cada dia amadureça e se transforme numa ótima pessoa (já começou bem). Se a saudade apertar lembre de todos nós que ficaremos por enquanto aqui, mandando positivas energias.

Seja feliz minha amiga! Mais feliz do que já foi ou é. Voe alto e colha os belos frutos! Sentirei sua falta, pensarei em você pelo menos uma vez ao dia; e, a cada vez que isso acontecer receberá forças.

Finalmente, lembre-se sempre do grande orgulho que tenho... por tudo.

Boa viagem! Te amo.

Até breve.


Escrito por Naty Iasmin que hoje derrama lágrimas felizes de despedida...por uma grande amiga.

sem ritmo.

Lembro bem do primeiro "oi", do último "tchau", do primeiro beijo, da última face. Aliás lembro do primeiro elogio, e por pior que pareça não esqueço a última ofensa.

Engraçada a memória da gente as vezes, esquece coisas boas e lembra das ruins. Queria eu poder esquecer cada briga, cada palavra maldita, cada mentira e talvez cada traição; queria também ser de verdade a melhor pra você, exatamente como me intitula em determinados momentos. Mas aí eu me pergunto se verdadeiramente posso ser a melhor. Talvez, ser a melhor seja um termo meramente ilustrativo e eu esteja lutando pra alcançar algo que definitivamente não exista.

E nesse vai e vem de emoções e KM's me perco em algumas esquinas. Tento, repenso, refaço e volto no marco zero.

Não sei e nem quero imaginar um EU sem VOCÊ.

Te chamo e você não responde. Te vejo e me ignora. Espero e onde está você? Falamos diferentes idiomas? Os corações já não batem mais? Ou será que o meu "assim" não é mais o mesmo que o seu?

Mas eu te prometo, não mais sofrer. Pois é com você que decidi viver e se preciso for passo por cima de mim. Se uma lágrima escorrer, será na alma pois em minha face você não vai ver!


Não vou mais ser a má, vou te deixar voar, te dar raízes pra ficar e motivos pra voltar. 


EU TE AMO,pelos maravilhosos e agitados meses...E é assim que milhares de pessoas amam de verdade: tentando, brigando, lutando, acreditando, esquecendo e lembrando.


Escrito por Naty Iasmin em homenagem a todos os que amam de verdade!

terça-feira, 29 de março de 2011

Suas mãos.

Elas me aquecem, me afagam, me apertam.
Me benzem, me protegem, me passam.
Uma só me chama enquanto a outra me encanta!
As duas espantam minhas tensões, uma só me acena.
Conhecem meu rosto, meus olhos e meu corpo.
Com elas me divirto, com elas me perco.
Se podem, me carregam. Quando não, me guiam.
Quero um par pra cada dia da semana.
Já sinto falta desde o último toque. Já quero "bis"!
Onde vou encontrá-las? Como vou conquistá-las?
Que pele é essa que só de pensar me arrepio!
Que olhar é esse que me fez perder a direção da sua boca?
E por fim, que pensamentos aqueles que nos levaram a uma libertina aventura.


Escrito por Naty Iasmin baseado em fatos...

quinta-feira, 17 de março de 2011

AMAR BONITO - Artur da Távola

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprendam a fazer bonito seu amor.Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender...Tenho visto muito amor por aí.Amores mesmo: bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos.Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.Aí, esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais, de repente se percebem ameaçados e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam,descuidam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões.Sim, de razões.Ter razão é o maior perigo no amor.Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão.Nem queira!!!Ter razão é um perigo: em geral, enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.Amar bonito é saber a hora de ter razão.Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito?De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro a maior beleza possível?Talvez não.Cheio ou cheia de razões, você separa do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.Quem espera mais do que isso sofre e, sofrendo, deixa de amar bonito.Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança.E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia.Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.Saia cantando e olhe alegre.Recomenda-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando, não se cansar de olhar e olhar, não atrapalhar a convivência com teorizações, adiar sempre se possível com beijos 'aquela conversa importante que precisamos ter', arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.Para quem ama, toda atenção é sempre pouca.Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível.Quem ama bonito não gasta tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine cheia de brinquedos dos nossos sonhos); não teorize sobre o amor, ame.Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade, abrir o coração, contar a verdade do tamanho do amor que sente; não dar certo e depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito).Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabiamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.Falando besteiras, mas criando sempre.Gaguejando flores.Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil.Revivendo os caminhos que intuiu em criança.Sem medo de dizer eu quero, eu estou com vontade.Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão de tudo que você é.Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.Não se preocupe mais com ele e suas definições.Cuide agora da forma do amor:Cuide da voz.Cuide da fala.Cuide do cuidado.Cuide de você.Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.
Postado por Naty Iasmin que acha que TODOS deveriam ler.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Enquanto eu não durmo, os pensamentos me consomem.

O que acontece quando olhamos para trás e vemos aquilo que estava esquecido?


Em alguns momentos me pego pensando na vida de uma maneira geral, como se ela fosse um livro que pudesse ser lido e relido sempre que me desse vontade.As vezes ouço a mesma música tantas vezes, só pra ter certeza de que a sensação que ela causa é a mesma desde a primeira vez.Algumas pessoas passaram tão rapidamente em meu caminho que até hoje não consigo dizer quando é que foram embora. Enquanto isso tudo permeia minha cabeça e me tira o sono, o frescor da madrugada entra pela janela do meu quarto, a TV fala para as paredes e a playlist toca a mesma música a mais ou menos duas horas. O céu está escuro como nunca e os meus olhos permanecem abertos como se fosse dia. Os dedos frenéticos tentam acompanhar a velocidade da ideia que tento passar para o computador e em compasso ouço ao longe os últimos carros que entram na garagem para dormir.
Todos dormem e eu me policio pra não fazer tanto barulho. Não sei se de algum modo alguém ainda me observa ou se na verdade todos os olhos já se fecharam. Volta e meia alguns flashes vem e vão em minha memória e tento em vão segurá-los. 
Minha cama ainda está bagunçada da noite anterior e restos de um dia cansativo repousam no chão. Me desligo de tudo e repasso a pauta de hoje, que na verdade agora é ontem que o amanhã já é hoje;  tudo tão rápido e tão bem ensaiado...
Sinto falta de quem está longe, de quem está muito longe e de quem não voltará. Vejo as fotos que adornam meu guarda roupa e um filme se forma.
Onde estão? Pra onde foram? Será que viraram estrelas? Talvez estejam dentro de mim, como parte componente da minha matéria física e espiritual. 
É como se seus cheiros ainda fossem conhecidos ao meu olfato. Lembro bem dos sorrisos. Ah! Como gostava daqueles sorrisos. Sorrisos da alma, de quem foi feliz mesmo que por um minuto. Lembro também dos olhares. Lembro de como os decifrava e isso era tão assustador como instigante.
Sabe aquele chocolate quente? Pois é, eu nunca tomei. Mas teve um café que me marcou muito. Ainda tenho a Barbie ginástica, mas ela agora brinca em outras mãos; o que não quer dizer que ela não seja mais minha, ela agora tem novas mãos que a seguram.
O vestido que foi feito sob medida pra usar no Natal, não me serve mais e com certeza hoje cobre uma nova pele. Mas ele ainda é meu nas fotos que tiramos.
A meia da sorte, não teve tanta sorte pois quando ele a achou caída no chão, logo a transformou em brinquedo. Não o culpo! A carinha de piedade que ele fez quando descobri a "arte", compensou qualquer meia mordida.
Superei o medo de dormir sozinha, hoje até levanto de madrugada e caminho no escuro até o banheiro. As músicas que decorei na formatura da quarta série ainda estão fresquinhas em alguma gaveta do meu cérebro e é engraçado que as vezes me pego cantando uma ou outra.
Realizei quase todos os meus sonhos: usei gesso no braço, onde todos assinaram; usei óculos, pois perdi 0,25 da visão psicologicamente; usei aparelho nos dentes e pintei e bordei com as borrachinhas. Fugi de casa por meia hora, desidratei de tanto chorar por algo que pensei ser amor, estourei o limite do cartão de crédito com roupas, bolsas e sapatos; virei a noite dançando, acordei de ressaca, ganhei meu primeiro carro e o primeiro video game também. Ah! Assisti jogos de futebol no estádio, tomei banho de chuva, colecionei adesivos, ganhei amizades, aprendi tantas coisas boas, li tantos livros...já fiquei internada!
Hoje tenho novos sonhos, que daqui alguns anos espero tê-los realizado.Tenho medos novos também, e esses ainda terei de enfrentar.
Minha mãe sempre me disse que ninguém nasceu pra ficar sozinho, mas na verdade estamos todos sozinhos. Estranho pensar nisso, mas é verdade! Ninguém pode sentir nossas dores, medos, angústias; não podem ler nossos pensamentos e nem ser nós mesmos. Daí eu pergunto: No que se resume a vida? Amor? Sonhos? Família? Amigos? Festas? Viagens?
E isso me leva a refletir sobre a amizade, o que é a amizade? Ou melhor qual é a melhor maneira de ser um amigo? Alguém me diz a receita?
Não vou discorrer sobre o assunto, pois ainda estou aprendendo...
Nesse momento, ouço o som do silêncio e sinto que de certa maneira meu pensamentos começam a se acalmar. Talvez seja a hora de dormir, assim amanhã quando eu acordar, terei milhares de novos pensamentos que me consumirão novamente...

Escrito por Naty Iasmin que hoje não sabia ao certo o que queria dizer, talvez os pensamentos conseguiram ser mais rápidos que os dez dedos. Olha! dez é o número de vezes que escutei a mesma música enquanto escrevia.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sempre que quero você!

Sempre que quero você por perto olho as nossas fotos, releio os emails e ouço as músicas.
Sempre que quero você entro na loja de perfumes e peço uma amostra do que você usa.
Sempre que quero você fecho os meus olhos e vejo os seus a me olhar.
Sempre que quero você uso aquela camiseta esquecida em meu guarda-roupa no fim de semana passado.
Sempre que quero você relembro seu toque, escuto sua risada e sem querer te vejo do meu lado.
Sempre que quero você te ligo 356 vezes, te visito 53 e te esqueço só pra lembrar...
Sempre que quero você deixo meu coração me levar até o seu e ali fico até adormecer.
Sempre que quero você te conto meus segredos, mostro meu livro de sonhos e escrevo um poema novo.


Escrito por Naty Iasmin...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Motorista ou passageiro

Passam os dias, as noites, as semanas, meses e anos.
Passo eu e passa você.
Passam as estações, datas comemorativas e planos.
Passa você e passo eu.
Passam os carros, as ruas, os semáforos e radares.
Passo eu e passa você.
Passam os pássaros, as nuvens, o Sol e as flores.
Passa você e passo eu.
Enquanto a vida passa, somos todos passageiros.
É como um carro em uma rodovia e nós ali no banco. 
A questão é: seremos o motorista ou o passageiro?
Tudo o que precisamos é depois chegar em casa e repousar...

Escrito por Naty Iasmin que hoje será passageira...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ano novo, Eu novo/velho

Sou à flor da pele, a chuva que molha a grama e a crisálida que logo será uma borboleta. Sou minha mãe e meu pai, meus amigos e animais.Sou as palavras que escrevo, as lágrimas que choro e os sorrisos que dou de presente. Sou o cor de rosa do meu quarto e objetos, as músicas que ouço e ninguém conhece, sou o sacolejo do esqueleto em compasso com o ritmo...Depois disso tudo, sou o stress do dia-a-dia, as mentiras que já contei, as frases que completei, os erros que cometi e as lições que aprendi. Sou as amizades que perdi, as noites sem dormir, as jujubas e besteiras que comi e o perfeccionismo com o qual nasci.Sou a alegria de uma criança no Natal, a fome de outra que nem comida sabe o que é, o medo do trovão e o astronauta-bombeiro-cientista. Sou a força misturada à delicadeza da Flor Branca, sou a Naty, a Natashe Iasmin, o meu amor, a solidariedade e a fé de um mundo melhor e igual para todos.


Escrito por Naty Iasmin enquanto somava seus depoimentos.